quinta-feira, 29 de janeiro de 2009




"Do alto da majéstica montanha, o sábio Puru observa o vai-e-vem dos pássaros, enquanto seus dedos deslizam pela terra antiga...
Maus presságios o cercam. Sinais indecifráveis, os Deuses estão silenciosos.
Seus olhos procuram os céus, porém apenas o silêncio lhe responde...
Ele apenas sente... Fechando os olhos, sente que o mal se aproxima.
Um mal desconhecido, vindo de terras distantes, trazendo a destruição em doces palavras.
Um inimigo novo, nunca visto e invencível. Será sua destruição. A destruição de seu povo.
Os Deuses continuam em silêncio...
Como se soubessem o que está por vir.
O sábio Puru sabe. E, enquanto uma lágrima teima em rolar por seu rosto, as primeiras caravelas surgem no horizonte...

E nada mais será como antes..."


É....
E nada mais foi como antes...
Embora algumas coisas permaneçam...

índio quer apito... mas também computadores, celuares, tv via satélite, holofotes...

Quem é o índio mesmo?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009





Não vou falar de um disco... Farei muito sobre isso ainda.
Também não vou falar sobre um artista. Mesmo dando algumas "pinceladas" aqui e acolá.
Hoje falarei de uma música.
Apenas uma música.

Diamonds and rust...

Música sensacional, composta por Joan Baez (ícone da cultura hippie estadunidense e também famosa por suas músicas de protesto).
Com sua voz singular e sua levada única ao violão, conseguiu transformar uma canção que nem era o atrativo maior de seu disco, em uma das músicas mais complexas e admiradas que existem.
Sim, pois a variação de acordes e o "crescendo" que ela atinge são fantásticos...

Para melhorar...

Alguns anos depois de seu lançamento, a banda inglesa Judas Priest (ícone, assim como Baez, mas do Heavy Metal) resolve fazer uma versão para esta música.
E, mesmo aparecendo em um disco recheado de clássicos (Sin After Sin), essa "balada" conseguiu se sobressair... e hoje é uma das músicas mais pedidas em shows da banda pelo mundo.

As guitarras substituiram muito bem o sabor adocicado de seu violão e ainda criaram uma melodia única, capaz de rivalizar com a melodia original...

E Rob Halford é um caso a parte... O vocalista conseguiu exprimir uma interpretação inédita, mágica....

Sensacional...

Não precisa gostar de Heavy Metal... Não precisa gostar de Judas Priest... Muito menos gostar de Joan Baez...

Apenas ouça esta música... e comente!!

"...Well we both know what memories can bring
They bring diamonds and rust."



PS: Primavera... Estação do ano onde a temperatura é mais amena, onde as flores surgem para encantar um mundo cinza, onde a hibernação termina e a vida torna-se mais colorida...
Por isso a "primavera" é associada aos ciclos que nossa vida percorre...
E hoje, uma pessoa muito especial está colhendo as flores mais belas de seu jardim, iniciando uma nova primavera...
Parabéns "Monja"!!! Mesmo nas sombras, saiba que meu coração está em festa por esta tua conquista!!!
E hoje é um dia especial sim... cante, dance, durma, pense, leia, sonhe, grite, chore, sorria... viva!!!


PS2: Uma manifestação... Seja muito bem-vinda!!! As portas estão sempre abertas e sua presença aquece nossas palavras...
Obrigado pela visita, mais uma vez.....

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dica de final de semana.....



Final de semana passado assisti a "O curioso caso de Benjamin Button".
Filmaço. Mesmo vindo de Hollywood, me surpreendeu. Nunca achei que Hollywood conseguiria um dia exprimir algo de tão sensível. Tá certo que tem o David Fincher por trás, mas mesmo assim foi feito na medida para *cof* lucrar *cof* emocionar, mas mesmo assim, possui um esmero fascinante por trás de tudo.
A começar pelos protagonistas. Acho que tanto o Brad quanto a Cate estão chegando aquele "ápice" tão aguardados. Consolidados mesmo, demonstram que amam muito o que fazem. Acertada escolha.
A direção merece destaque também. Segura, consegue desenrolar cenas e nuances que poucos percebem, tamanha a identidade do filme...
Tudo se encaixa perfeitamente... Luz, sons, atuações, ambiente, narrativa... tudo...

E a história então??

Acho que muitas coisas seriam diferentes se tivessemos uma "verdadeira" perspectiva de vida. Verdadeira. Pois alardear que "gosta das pequenas coisas da vida" não quer dizer que realmente consegue senti-las. E está ai o grande prazer da vida: sentir.

A personagem principal sente a vida passar enquanto todos a procuram incessantemente. Seja na mãe adotiva que procura viver um pouco a vida de seus hóspedes. Seja sua amada, que procura viver seus sonhos. Seja o capitão Mike, que procura viver o seu dom, mesmo que isso lhe conflite a vida inteira. Procurar... Sentir... verbos completamente opostos... mas que combinam perfeitamente...

Como goiabada com queijo.

Assista a este filme.
Com pipoca ficará muito melhor...


Em Tempo: Acabei de saber que este filme recebeu 13 indicações ao Oscar. Acho o Oscar uma grande vitrine para o que há de mais falso. Mas eles acertam as vezes. Gus Van Sant indicado a prêmio de melhor diretor? Realmente, este Oscar merecerá minha atenção.

Em Tempo2: Caramba, gosto pra caramba de Mangá também, mas não conheço quase nada.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Fetish




Quem me conhece sabe que eu sou grande apreciadora dos quadrinhos japoneses. Não esses sucessos comerciais que são distribuídos ultimamente, e nem os clássicos que todo mundo cultua. Eu fico garimpando muito nessa área até encontrar coisas realmente legais, originais, belas. E é sobre uma delas que gostaria de falar hoje.
Fetish é uma história sobre... Bem, fetiches. Mas, acima de tudo, sobre o amor. A face mais obsessiva do amor. Trata-se de uma coleção de histórias curtas, tão obscuras e ao mesmo tempo tão etéreas que perturbam. Mas perturbam de verdade. O conteúdo é bem forte em algumas cenas, e nenhuma história tem um fim definitivo (é como se fôssemos convidados a acompanhar apenas um capítulo da vida de alguém).
O traço é, como podem notar pela imagem acima, deslumbrante. Na maioria das cenas apenas os personagens são vistos, o que dá um clima ainda mais intimista ao trabalho, ainda que o tema “solidão” apareça em todas as histórias. Como é possível se sentir distante e ao mesmo tempo tão perto de uma determinada obra? Bom, eu me senti assim com essa.
Fujiwara Kaoru, a autora, trabalha com um ramo que eu adoro, os manga josei, feitos especificamente para o público feminino adulto. As histórias desse gênero não tem garotas mágicas nem guerreiros espaciais com super-poderes. São histórias que vão mais para o “slice of life”, com um pouco de fantasia aqui e acolá.


Fica então minha sugestão! Até a próxima!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Somos amigos, amigos, amigos........

Max é um zero à esquerda

Engraçado como o mundo dá voltas, não? Aquela pessoa que está ali ao seu lado, lhe apoiando e caminhando contigo nessa longa estrada da vida (Milionário e José Rico?? merecem um post também), poderá um dia ser uma pessoa completamente estranha para você....

Li esta matéria hoje e fiquei estupefato... Um misto de surpresa e vontade de rir muito, achei sensacional o teor desta entrevista....

Alguns pontos merecem destaque:

1) Zero à esquerda... nossa, quanto tempo não ouço essa expressão... Talvez poderia substituir por "Max é um boboca", ou "Max é um lelé da cuca". Viva o resgate do folclore popular!!!

2) Todos sabem que o Sepultura não é mais aqueeeeela banda... Ainda possui talento? sim, sim... Ainda possui garra?? sim, sim... Ainda possui fãs? sim, sim..... Mas a banda não possui mais aquele vigor de outrora... aquele "ineditismo" (se falar essa palavra três vezes, será minha...) de antes. Assim, tornou-se igual a, pelo menos, um milhar de bandas...

3) Misturar música clássica com heavy metal. Nossa, estou curioso pra conhecer essa combinação *cof* batida *cof* inédita... Pioneiros...

4) Ele reclama que o Sepultura não possui o mesmo reconhecimento aqui no Brasil que possui no exterior. Concordo.

5) Disco novo? Vai rolar turnê pelo Brasil? "talvez... vamos sair em turnê pela Europa e América do Norte e talvez consigamos tocar no Brasil em 2010".
2010? 2010? e ainda quer reconhecimento no Brasil?

Pois é...
Há uma lenda que diz o seguinte: Se o baixista não abre a boca pra cantar, deve permanecer calado para sempre...

Você conhece algum baixista que não cante e dê uma boa entrevista?

Paulo Jr, do Sepultura, sim!!

Segue link da entrevista, para puro deleite:

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=848534&tit=Max-Cavalera-e-um-zero-a-esquerda-dispara-baixista-do-Sepultura

Tonight


Vamos ao primeiro choque cultural aqui do blog (hehehehe). Depois do álbum do século, depois do documentário sobre metal (que to afim de ver), gostaria de falar um pouquinho do "álbum do mês", ou pelo menos o "álbum vazado do mês". Enfim. Vazou o terceiro trabalho do Franz Ferdinand, banda que eu adoooro, mas estou sendo imparcial enquanto escrevo isso aqui (ah, ta).
O grande objetivo da banda, brincadeira ou não, é fazer um som pras meninas dançarem. Essa postura assumida do Franz é o que mais me alegra na banda (e não aquela pretensão mal sucedida de querer ser a salvação do rock *cof* Foofighters *cof*). Há um tempo pra pegar as guitarras e salvar o mundo. E há um tempo pra fazer meninas dançarem. Tudo a seu tempo, tudo em seu lugar, vamos à minha opinião do bagulho.
Pela primeira vez, o Franz Ferdinand decide fazer um trabalho conceitual. Vou mais longe, pela primeira vez a banda decide fazer mais do que pegar dois ou três mega-hits e jogar num álbum, mesclando com músicas despropositadas que estão ali para encher linguiça. Cada música do trabalho cumpre seu papel, não contando uma história linear, mas unindo histórias e idéias sob um mesmo cenário.
Aos interessados, já vou avisando que o som da banda mudou bastante. O novo CD é mais dance do que rock (sim, mais uma banda que se rende aos sintetizadores). Mas o resultado é legal. Não tem o requinte eletrônico de um Beck, por exemplo (quero falar desse moço aqui em breve), mas atende ao propósito de mudança sem perder o estilo que eles têm ("mudamos, pero no mucho...").
Ainda que sem grandes hits, eis aí o melhor trabalho dessa banda.

Destaques do álbum: Ulysses (que já tem vídeo), Send Him Away e Lucid Dreams (pós-psicodelia de 8 minutos, praticamente uma eternidade no pop!)

Metal - a headbanger's journey




Acabei de assistir (pela milésima vez) a "Metal - a Headbanger's journey".
Acho esse documentário sensacional... Primeiro por ter sido feito por dois amantes do estilo (tá certo que, como são apaixonados pelo estilo, ressaltaram apenas os lados positivos) e também por retratar temas que nunca são abordados.

Como a censura ferrenha que o rock sofreu na década de 80, ou a associação com o mal (Eviiilll), os efeitos que a música extrema produz nas pessoas, etc...

É fascinante poder acompanhar personalidades do metal em geral conversando assuntos abertos, cotidianos, tão seguros de si.

Sem mencionar a trilha sonora... trechos que músicas que são hinos para milhares de pessoas...

Mas o que mais me toca é a cena final, onde o diretor está no meio do público de um grande festival europeu e afirma que "no meio de tanta gente, esquecemos todos aqueles que criticam este estilo e vida e chegamos à conclusão que vivemos muito bem sem elas..."

Muito bem mesmo...

Se você gosta de metal, assista a este documentário......
Se você não gosta de metal, assista a este documentário....

"Heavy metal is my way..."

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Do pó viestes...

Bem, coube a mim o pontapé inicial...
Não sou muito bem em iniciar nada... me considero melhor "condutor"... Se me conheceres, não espere que eu puxe assunto... mas se puxares, pode deixar que conversarei por você, por mim e por todos os presentes...

Mas iniciar....

...............................

O dia hoje foi cansativo demais... Trabalhando muito... muitas coisas para decidir... atendendo pessoas, vivendo pessoas, devorando pessoas.....
E uma porcaria de música não me sai da cabeça...

"No one ever told me when I was alone
They just thought I'd know better, better..."

Refrão grudento, daquele que é (era?!?) o disco mais aguardado do ano....
Não...
Do ano é pouco.....
Da década.

Também não...
Vamos colocar mais alguns anos ai.....

Do século!

Guns n' Roses - Chinese Democracy

Não gosto de Guns... mas acho legal pra tirar algumas músicas... Agora, esta música (Better) não me sai da cabeça...

Achei-a fantástica...
Ouvi o disco... não resisti e acabei ouvindo-o por inteiro... é legalzinho... bem feito, bem produzido, bem tocado, bem cantado, bem burocrático.
Mas esta música...
A construção das estrofes é sensacional.... o crescendo da voz, o duelo dos instrumentos, os "efeitos modernos"...

Sei lá...

Sei apenas que esta porcaria de música ficou o dia inteiro na minha cabeça.....

Vale a pena ouvir...

Afinal, é o disco do século....