segunda-feira, 30 de março de 2009

Pequenos devaneios....

Simplesmente, a rede aqui da empresa caiu.
Pifou.
Nada funciona.
Não consigo imprimir. Não consigo entrar na internet (provavelmente quando este texto estiver online, tudo já tenho voltado ao normal - até minhas idéias), não consigo usar o excel.
Nada
Simplesmente, acabou.
Morreu.

Só percebemos o quão escravos somos quando nos sentimos desamparados.
Talvez, gostamos de saber que somos escravos de algo (ou alguém) só pelo fato de que, assim, nunca nos sentiremos desamparados.
Teremos sempre alguém a quem nos proteger, alguém a quem recorrer.
Cria-se um laço invisível.

O mais legal de tudo é que, por mais que nos sintamos livres, acabamos sempre sendo escravos de alguma coisa.

Sempre.

Assim como os sentimentos que desenvolvemos sem ao menos perceber.
Temos uma facilidade imensa em sentir. Sentimos numa fração de segundo.
Li ontem que, mediante estudos, um homem leva 8,2 segundos para se apaixonar.
8,2.
É o tempo suficiente para que seja feito o contato visual, as informações cheguem ao cérebro e ali seja processado um futuro ao lado desta pessoa.
8,2 segundos.

Tempo pouco menor do que um velocista de renome leva para percorrer 100m.
Em poucas passadas, porém em um esforço muscular incrivel, um homem consegue desafiar as leis da física e ser mais rápido que os demais.
Numa busca incessante pelo melhor condicionamento, pelo melhor corpo, pela melhor marca.

Uma era de buscas.
Obsessão.

Era onde o "ter mais" significa "ser mais".
"Mas sempre foi assim com a humanidade".
Sim. Sempre foi.
Mas hoje, quem tem menos anseia e muito ter mais.
Para, principalmente, "ser mais".

E com isso o conteúdo se esvai.
Se esvai como a fumaça que eclode das queimadas em Mato-Grosso.
Queimadas essas que, em um dia,dizimam a fauna e flora de séculos.
Longe dos ativistas, longe das ongs de defesa da vida.
Não há câmeras no Mato Grosso.
Protesto sem platéia torna-se monólogo.

E ninguém gosta de monólogos.

Afinal, uma das "qualidades" de uma pessoa é "saber ouvir".

Ouvir.
Em silêncio por um minuto, conseguimos ouvir de tudo um pouco.
Desde idéias sensacionais até aquele comentário tão inútil, mas tão inútil, que torna-se genial.
Tão genial, quanto as declarações do bispo de Olinda, que excomungou os familires e os médicos responsáveis pelo aborto de uma menina de nove (?!?!) anos estuprada pelo próprio padrasto (?!?!?!) por muito tempo.

Nada da internet voltar. Nada da rede voltar.


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Texto acima escrito no dia 26.03.
Hoje é dia 30.03.

Quanta coisa não aconteceu neste período?
Quantos pensamentos novos não me assolaram? E quantas vezes não mudei de idéia??

Só a montanha de serviço que continua a mesma... A me desafiar.

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